janeiro 12, 2003

O USO MEDICINAL DO VINHO
O primeiro registro escrito do uso medicinal do vinho é proveniente do Antigo Egito e encontra-se arquivado no Museu da Universidade da Pennsylvania, EUA. Data de mais de 2000 anos A.C. e foi encontrado na cidade de Nippur. Nele está relatado que, na Suméria , próxima da Babilônia, ungüentos eram misturados com vinho para tratar doenças da pele.
TESOURO RECUPERADO
Recentemente, no Mar da Sicília, foi encontrada uma antiga nave romana afundada, e entre o material recuperado havia dez ânforas de vinho, em perfeitas condições ao exame visual? Estima-se que elas tenham mais de 900 anos. As ânforas foram entregues aos laboratórios de uma universidade para análise químico/física.
A FERMENTAÇÃO DO VINHO
O termo "fermentação" vem do latim FERVERE , que significa ferver. Foi Pasteur (1822-1895), um cientista francês, quem mudou a história do vinho. Descobriu ser a fermentação alcoólica realizada por microorganismos na ausência do oxigênio. Antes dele, tintos e brancos freqüentemente tinham defeitos. Para conservá-los, eram usadas substâncias como resinas e álcool, que alteravam o aroma e o sabor da bebida. A moderna indústria vinícola usa cada vez mais leveduras selecionadas.
O PRIMEIRO LIVRO
O primeiro livro impresso sobre o vinho data de 1300, intitulado "Liber De Vinis" ("O Livro dos Vinhos"). Nele eram descritas as propriedades medicinais de vinhos aromatizados com ervas, para cura de várias doenças. Seu autor, Amaldus de Villanova, era catalão, médico e professor da Universidade de Montpellier, França. Também foram mencionados métodos de comercialização de vinhos, como o costume fraudulento de oferecer aos fregueses alcaçuz, queijos salgados e nozes, a fim de não perceberem o sabor amargo e ácido do vinho. . Recomendava que os degustadores "poderiam safar-se de tal engodo degustando os vinhos pela manhã, após terem lavado a boca e comido algumas nacos de pão umidecidos em água, pois com o estômago totalmente vazio ou muito cheio estraga o paladar ". Arnaldus Villanova, falecido em 1311, era uma figura polêmica e acreditava na na segunda vinda do Messias no ano de 1378, o que lhe valeu uma longa rixa com os monges dominicanos, que acabaram por queimar seu livro.
INFORME-SE PELO TELEFONE
Os apreciadores de vinhos que desejarem desvendar-lhes os segredosjá poden fazê-lo por telefone. Como? Usando os serviços do Assistente Virtual Mediz, que permite ainda muitas outras informações, como previsão do tempo, trânsito, diversão, etc. Basta ligar para o número correspondente à sua cidade e pronunciar a palavra "vinho" que o Assistente irá ajudar.
Mais esclarecimentos podem se obtidos no site do Mediz. Agora, atenção ao detalhe: as ligações são para celular...

dezembro 26, 2002

RECESSO
Por motivo de viagem, estamos entrando em recesso até o dia 5 de janeiro próximo. Assim, caros visitantes, não estranhem a ausência de mensagens durante este período.
Em 2003, esperamos trazer para vocês mais e mais notícias e assuntos interessantes, quer sejam simples curiosos ou amantes do vinho. Da mesma forma, gostaríamos de receber comentários e sugestões, sempre muito úteis, e para isto é só usar os recursos disponíveis.
Como novidade, para aqueles que a partir de agora nos visitarem, existirá, além do mecanismo de busca por palavra-chave, a possibilidade de consulta a um Index Remissivo, com todas as mensagens postadas desde o primeiro dia deste blog.
Boas Festas!!! Bons vinhos, bons brindes!!!

dezembro 25, 2002

CHAMPANHE E ESPUMANTE
O professor Celio Alzer, na Coluna de Bairros do jornal O Globo, de hoje, esclarece:
"Ambos são vinhos submetidos a uma segunda fermentação - daí a espuma abundante - mas a semelhança termina aí. Champanhe é o vinho elaborado exclusivamente na região de mesmo nome na França. Todos os demais devem ser chamados genericamente de espumantes."
E dá as suas dicas:
"Com a proximidade do Natal e das festas de fim de ano, o espumante passa à ordem do dia. Afinal, é um vinho de festa que, com suas borbulhas (o chamado perlage) e frescor naturais, presta-se muito bem para brindes, coquetéis e comemorações. Além do mais, como é servido a uma temperatura entre 6 e 8 graus, está perfeitamente de acordo com o clima. Vale a pena lembrar que a taça de formato alongado (a flûte) e o balde de gelo são aliados indispensáveis."
Nada mais adequado para a data. E Boas Festas!

dezembro 22, 2002

A TEMPERATURA IDEAL
Todos sabemos da importância da temperatura dos vinhos para uma degustação agradável, mas a variedade deles é tão grande que pode tornar-se difícil uma avaliação correta. Por isso, apresentamos, resumidamente, uma escala de temperaturas, variando entre os limites de 6°C e 18°C, que devem ser respeitados:
6ºC a 8ºC - espumantes e vinhos brancos doces.
8ºC a 10ºC - brancos suaves, alguns brancos secos e espumantes rosé.
10ºC a 12ºC - brancos mais secos e vinhos rosados.
12ºC a 14ºC - grandes brancos e tintos ligeiros.
14°C a 16ºC - tintos de pouco ou médio corpo.
16°C a 18ºC - tintos envelhecidos, tintos mais macios.
18ºC - grandes tintos, como alguns de Bordeaux, e tintos ricos em taninos.
Para quem desejar medir a temperatura do vinho que irá beber, existem termômetros apropriados para encaixe no gargalo da garrafa. Mas a experimentação continuada é uma maneira prática de se avaliar o ponto certo.

dezembro 20, 2002

UM BRINDE AO NATAL
O Natal está bem perto, é tempo de congraçamrnto e reflexão. Congraçamento entre as pessoas, entre os povos, fazendo-nos lembrar da importância da amizade e do compartilhamento de ideais, alegrias e lutas; reflexão sobre os verdadeiros valores da existência humana e os rumos que pretendemos seguir no novo ano.
Desejamos a todos os que nos visitam um Feliz Natal e um 2003 repleto de gratas surpresas. E, como não podia deixar de ser, brindemos todos, não importa qual seja o vinho escolhido!

dezembro 19, 2002

NOVO LANÇAMENTO DA MIOLO
A Vinícola Miolo vem de lançar uma outra versão do seu Terra Nova, agora um corte de Cabernet Sauvignon com Shiraz. Produzido e engarrafado na Bahia, na região do Vale do São Francisco, diferencia-se pela simpática garrafa de 500 ml, de rótulo estreito com letras douradas: é um tinto seco, safra 2001, com 12% de graduação alcoólica.
Ao exame visual, mostra cor intensa, boa aderência e bom corpo. Ao nariz, de imediato, percebe-se o aroma de madeira e de frutas, e se antevê o alto teor de taninos, que, ao beber, confirmamos.
Para os que apreciam os vinhos tânicos, como muitos dos chilenos que nos chegam, este deverá agradar. Mas o fato é que este vinho se mostra uma opção bastante válida para uma degustação agradável, sem ou com acompanhamentos, evidenciando que os produtos nacionais melhoram a cada dia. E é disso que o consumidor precisa.