O CORPO DE UM VINHO
Quando se bebe um vinho, é comum ouvir-se que o mesmo é "encorpado". Para bem se entender o significado da expressão, é de fundamental importância que se tenha muito claro o conceito de corpo.É um termo usado em degustação para caracterizar o "peso" aparente do vinho, ou seja, a sensação de plenitude resultante da densidade ou viscosidade do vinho no palato. De uma forma mais simples, pode também ser descrito como quão diferente da água é a sensação que o vinho causa na boca.
Para indicar a gradação do corpo do vinho usa-se uma escala como a seguinte: magro, pouco corpo, bom corpo, muito encorpado e massudo. Em outras classificações, as extremidades da escala costumam ser o corpo leve e o muito encorpado.
Após a água, em termos quantitativos, o álcool (predominantemente o etanol) é o principal componente dos vinhos. Sua viscosidade é muito maior que a da água, sendo o maior responsável pela sensação de plenitude, ou corpo, quando ao vinho é permitido passear livremente pela boca. O teor alcoólico de um vinho, ou seja, a quantidade de álcool existente no vinho, é, portanto, claramente, um fator importante na determinação do corpo do mesmo: quanto mais alcoólico um vinho, mais encorpado este será.
Os sólidos dissolvidos no vinho, isto é, o extrato, também podem contribuir significativamente para o corpo, com a ressalva que os vinhos doces não são necessariamente encorpados. Tome-se como exemplo o vinho italiano Asti Espumante, que é doce, porém, extremamente leve (ou magro), por ter um teor extremamente baixo de álcool.
É importante que se diga, porém, que o corpo não está relacionado com a qualidade do vinho, sendo o equilíbrio mais importante do que ser o vinho mais ou menos encorpado. Mas este é outro assunto.
setembro 13, 2004
PEQUENO GLOSSÁRIO DO VINHO
ABERTO - diz-se de um vinho de cor clara ou que apresenta pouco equilíbrio na boca.
ACIDEZ - Sensação de frescor agradável, provocada pelos ácidos do vinho (cítrico, tartárico, málico, lático, succínico) e que resulta em salivação. Existem vários componentes "ácidos" no vinho sem os quais o vinho teria um sabor "chato" ou "mole". Algumas uvas têm uma maior concentração de ácido málico, um ácido que lhe provoca uma sensação de aspereza idêntica à que percebe quando trinca uma maçã ácida e verde. Algumas técnicas de vinificação estão preparadas para reduzir e amaciar esta sensação de acidez. A percepção de acidez, como em muitos outros componentes sabidos do vinho, é marcada por contraste. A doçura e a acidez por exemplo, equilibram-se uma à outra. Um vinho muito ácido, mas também algo doce apresenta-se no seu conjunto como menos ácido. Os taninos e a acidez, por outro lado, potenciam-se mutuamente. Um tinto com muitos taninos que tem muita acidez parecerá ter mais tanino, ou ser mais ácido.
ACIDEZ FIXA - Conjunto dos diferentes ácidos orgânicos que se encontram no mosto e no vinho. Pode ser fixa ou volátil.
ACIDEZ VOLÁTIL - Acidez desagradável provocada pelos maus ácidos do vinho (acético, propiônico e butírico)
ACIDEZ TOTAL - O conjunto de todos os ácidos do vinho que se expressa geralmente em gramas de ácido tartárico por litro de líquido.
ADSTRIGENTE - com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que tânico
ALCOÓLICO - com muito álcool, desequilibrado
AROMA - odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terceário origina-se do envelhecimento e é denominado bouquet
AROMA DE BOCA - ver retrogosto
ÁSPERO - com excessivas adstringência e acidez (esta um pouco menor)
AVELUDADO - macio, untuoso, viscoso com textura de veludo
BALANCEADO - que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura, a adstringência e o teor alcoólico o mesmo que equilibrado
BOUQUET - aroma complexo, também denominado aroma terciário, resultante do envelhecimento
CARÁTER - conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distinguí-lo de outros
CORPO - sensação tátil do vinho à boca, que lhe dá peso (sensação de "boca cheia") e resulta do seu alto teor de extrato seco
DESEQUILIBRADO - que possui exacerbação de um dos componentes gustativos, mascarando-os (ex: excessiva acidez, tanicidade exagerada, doçura elevada); o mesmo que desequilibrado
ENCORPADO - que tem muito corpo
EQUILIBRADO - o mesmo que balanceado.
FORTIFICADO - vinho com elevado teor alcoólico, suculento e bem encorpado. Também chamado de generoso. Recebe este nome por lhe ser acrescentada aguardente vínica, o que faz aumentar sua graduação alcoólica
GENEROSO - o mesmo que fortificado
JOVEM - vinho geralmente frutado, pouco tânico com acidez agradável e que não se presta ao envelhecimento (Ex: vinhos brancos em geral, espumantes e a maioria dos vinhos brasileiros); pode também significar vinho recém-produzido, que pode e deve envelhecer
LONGO - de boa persistência (ver verbete)
MADEIRIZADO - vinho branco oxidado que adquire cor que vai de dourada a castanho, aroma adocicado (cetônico) e gosto amargo
MADURO - no apogeu de sua vida; estado que precede a decadência
PERSISTÊNCIA - sensação do gosto deixado pelo vinho na boca (retrogosto) após ser deglutido ou cuspido. Quanto melhor o vinho, maior o tempo de persistência, do retrogosto: 2 a 3 segundos nos curtos, 4 a 6 segundos nos médios e de 6 a 8 nos longos
REDONDO - maduro e equilibrado
RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA - sensação gustativo-olfatória final deixada pelo vinho na boca, após ser deglutido ou cuspido. Ela é percebida através da aspiração do ar pela boca, o que provoca a sua passagem pela nasofaringe (comunicação entre a boca e o nariz) e a conseqüente estimulação dos receptores olfativos no nariz. Alguns estudiosos preferem utilizam a palavra retrogosto para as sensações desagradáveis percebidas ao final da degustação
TÂNICO - que tem muito tanino ou no qual o tanino sobressai; o mesmo que adstringente e duro
TANINO - substância existente na uva e que confere a adstringência ao vinho
TERROIR (francês) - literalmente designa o "terreno" onde se localiza um vinhedo, mas o seu sentido é muito mais amplo. Na realidade, designa as características do solo, do microclima e do ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e, conseqüentemente, pela qualidade do vinho que ele originará.
ABERTO - diz-se de um vinho de cor clara ou que apresenta pouco equilíbrio na boca.
ACIDEZ - Sensação de frescor agradável, provocada pelos ácidos do vinho (cítrico, tartárico, málico, lático, succínico) e que resulta em salivação. Existem vários componentes "ácidos" no vinho sem os quais o vinho teria um sabor "chato" ou "mole". Algumas uvas têm uma maior concentração de ácido málico, um ácido que lhe provoca uma sensação de aspereza idêntica à que percebe quando trinca uma maçã ácida e verde. Algumas técnicas de vinificação estão preparadas para reduzir e amaciar esta sensação de acidez. A percepção de acidez, como em muitos outros componentes sabidos do vinho, é marcada por contraste. A doçura e a acidez por exemplo, equilibram-se uma à outra. Um vinho muito ácido, mas também algo doce apresenta-se no seu conjunto como menos ácido. Os taninos e a acidez, por outro lado, potenciam-se mutuamente. Um tinto com muitos taninos que tem muita acidez parecerá ter mais tanino, ou ser mais ácido.
ACIDEZ FIXA - Conjunto dos diferentes ácidos orgânicos que se encontram no mosto e no vinho. Pode ser fixa ou volátil.
ACIDEZ VOLÁTIL - Acidez desagradável provocada pelos maus ácidos do vinho (acético, propiônico e butírico)
ACIDEZ TOTAL - O conjunto de todos os ácidos do vinho que se expressa geralmente em gramas de ácido tartárico por litro de líquido.
ADSTRIGENTE - com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que tânico
ALCOÓLICO - com muito álcool, desequilibrado
AROMA - odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terceário origina-se do envelhecimento e é denominado bouquet
AROMA DE BOCA - ver retrogosto
ÁSPERO - com excessivas adstringência e acidez (esta um pouco menor)
AVELUDADO - macio, untuoso, viscoso com textura de veludo
BALANCEADO - que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura, a adstringência e o teor alcoólico o mesmo que equilibrado
BOUQUET - aroma complexo, também denominado aroma terciário, resultante do envelhecimento
CARÁTER - conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distinguí-lo de outros
CORPO - sensação tátil do vinho à boca, que lhe dá peso (sensação de "boca cheia") e resulta do seu alto teor de extrato seco
DESEQUILIBRADO - que possui exacerbação de um dos componentes gustativos, mascarando-os (ex: excessiva acidez, tanicidade exagerada, doçura elevada); o mesmo que desequilibrado
ENCORPADO - que tem muito corpo
EQUILIBRADO - o mesmo que balanceado.
FORTIFICADO - vinho com elevado teor alcoólico, suculento e bem encorpado. Também chamado de generoso. Recebe este nome por lhe ser acrescentada aguardente vínica, o que faz aumentar sua graduação alcoólica
GENEROSO - o mesmo que fortificado
JOVEM - vinho geralmente frutado, pouco tânico com acidez agradável e que não se presta ao envelhecimento (Ex: vinhos brancos em geral, espumantes e a maioria dos vinhos brasileiros); pode também significar vinho recém-produzido, que pode e deve envelhecer
LONGO - de boa persistência (ver verbete)
MADEIRIZADO - vinho branco oxidado que adquire cor que vai de dourada a castanho, aroma adocicado (cetônico) e gosto amargo
MADURO - no apogeu de sua vida; estado que precede a decadência
PERSISTÊNCIA - sensação do gosto deixado pelo vinho na boca (retrogosto) após ser deglutido ou cuspido. Quanto melhor o vinho, maior o tempo de persistência, do retrogosto: 2 a 3 segundos nos curtos, 4 a 6 segundos nos médios e de 6 a 8 nos longos
REDONDO - maduro e equilibrado
RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA - sensação gustativo-olfatória final deixada pelo vinho na boca, após ser deglutido ou cuspido. Ela é percebida através da aspiração do ar pela boca, o que provoca a sua passagem pela nasofaringe (comunicação entre a boca e o nariz) e a conseqüente estimulação dos receptores olfativos no nariz. Alguns estudiosos preferem utilizam a palavra retrogosto para as sensações desagradáveis percebidas ao final da degustação
TÂNICO - que tem muito tanino ou no qual o tanino sobressai; o mesmo que adstringente e duro
TANINO - substância existente na uva e que confere a adstringência ao vinho
TERROIR (francês) - literalmente designa o "terreno" onde se localiza um vinhedo, mas o seu sentido é muito mais amplo. Na realidade, designa as características do solo, do microclima e do ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e, conseqüentemente, pela qualidade do vinho que ele originará.
setembro 12, 2004
A UVA SYRAH
A Syrah se destaca como uma das grandes uvas que chegaram aos nossos dias. Com ela se elaboram vinhos de notável qualidade e bom potencial de envelhecimento, tanto no sul da França quanto em outras regiões do mundo. Também é conhecida como Shiraz, nome que ganhou na Austrália, onde se adaptou muito bem.
Sua origem sempre foi controversa, mas hoje há duas hipóteses mais prováveis: a de que a cepa tenha sido trazida da Pérsia para o sul da França por cavaleiros cruzados, com o nome originado da cidade de Shiraz; outra - a que vem ganhando mais adeptos - é a de que se trata de uma uva autóctone do Ródano, descendente da "vitis allobrogica", produzindo vinhos finos naquela região desde os tempos da dominação romana.
A Syrah cresce bem em inúmeras áreas, gosta de climas quentes e produz vinhos complexos e distintos, escuros, alcoólicos e com aromas e sabores de especiarias. Seus taninos se apresentam redondos e suaves desde a juventude. A Syrah francesa e a Shiraz australiana são idênticas no aspecto vitivinícola, mas não no sabor, devido às diferenças de "terroirs" e vinificação: a australiana é mais doce e madura, sugerindo chocolate; a francesa dá um vinho mais sabendo a pimenta e especiarias.
A Syrah se destaca como uma das grandes uvas que chegaram aos nossos dias. Com ela se elaboram vinhos de notável qualidade e bom potencial de envelhecimento, tanto no sul da França quanto em outras regiões do mundo. Também é conhecida como Shiraz, nome que ganhou na Austrália, onde se adaptou muito bem.
Sua origem sempre foi controversa, mas hoje há duas hipóteses mais prováveis: a de que a cepa tenha sido trazida da Pérsia para o sul da França por cavaleiros cruzados, com o nome originado da cidade de Shiraz; outra - a que vem ganhando mais adeptos - é a de que se trata de uma uva autóctone do Ródano, descendente da "vitis allobrogica", produzindo vinhos finos naquela região desde os tempos da dominação romana.
A Syrah cresce bem em inúmeras áreas, gosta de climas quentes e produz vinhos complexos e distintos, escuros, alcoólicos e com aromas e sabores de especiarias. Seus taninos se apresentam redondos e suaves desde a juventude. A Syrah francesa e a Shiraz australiana são idênticas no aspecto vitivinícola, mas não no sabor, devido às diferenças de "terroirs" e vinificação: a australiana é mais doce e madura, sugerindo chocolate; a francesa dá um vinho mais sabendo a pimenta e especiarias.
setembro 07, 2004
TERCEIRO ANIVERSÁRIO
Este site completa hoje seu terceiro aniversário e não poderíamos passar sem um agradecimento especial a todos que nos prestigiaram com sua visita. Apesar de termos sido obrigados a mudá-lo de endereço - por motivos alheios à nossa vontade - justamente numa fase em que se estava tornando bastante conhecido, foi uma grata surpresa constatar que as visitas continuam e chegam hoje perto dos 13.900 acessos. Para nós, um bom indicador e também um estímulo para mantê-lo ativo, agora em parceria com outro site nosso - "O vinho e seus prazeres", este com uma estruturação um pouco diferenciada. Obrigado a todos!
Este site completa hoje seu terceiro aniversário e não poderíamos passar sem um agradecimento especial a todos que nos prestigiaram com sua visita. Apesar de termos sido obrigados a mudá-lo de endereço - por motivos alheios à nossa vontade - justamente numa fase em que se estava tornando bastante conhecido, foi uma grata surpresa constatar que as visitas continuam e chegam hoje perto dos 13.900 acessos. Para nós, um bom indicador e também um estímulo para mantê-lo ativo, agora em parceria com outro site nosso - "O vinho e seus prazeres", este com uma estruturação um pouco diferenciada. Obrigado a todos!
setembro 02, 2004
DEGUSTAÇÕES PROGRAMADAS 2004
VINHO #13: ESPORÃO GARRAFEIRA 1990 (V.Q.P.R.D.)
Na seqüência dessas degustações, este vinho despertava nossa curiosidade pela sua "idade avançada": não tínhamos a menor idéia de como o mesmo iria se apresentar, depois de guardado por tanto tempo em condições não muito controladas. Sabíamos, porém, que estávamos frente a um vinho de muito boa reputação, um produto de respeito no mercado.
Este Garrafeira foi produzido e engarrafado na Herdade do Esporão, no Alentejo, onde o solo é formado por vulcanitos e xistos. Estagiou por um ano em barricas de carvalho americano e depois aguardou mais três em garrafa, antes de ir para o mercado. Possui 12% de teor alcoólico. Sua safra é classificada como uma das quatro "excepcionais" da região, no período de 1985 a 2000 (Saul Galvão, "Guia de Tintos & Brancos", 2004).
O primeiro "choque" veio ao coloca-lo na taça e perceber a sua cor: o vermelho já havia dado lugar a uma coloração castanho, evidenciando que já atingira (ou estaria atingindo) o apogeu. Uma cor homogênea, bem diferente das que costumamos encontrar na maioria dos vinhos que bebemos, não tão envelhecidos. Despertou uma ponta de preocupação. Mas, logo em seguida, ao nariz, veio a surpresa: mesmo não dando para perceber outros aromas que não o da madeira, com um certo toque de defumado, a sensação foi bastante agradável. Sentimos, então, que estávamos ainda diante de um bom vinho, agora um "respeitável senhor".
Na boca, mostrou um bom equilíbrio e confirmou o que já se havia sentido no teste olfativo. Não era muito encorpado, mas de qualquer modo mais que os famosos vinhos da Borgonha... Restou-nos apenas uma dúvida: em que ponto da curva de envelhecimento se encontrava? Teria já atingido o ponto ideal? Ou poderia ainda envelhecer por mais um tempo? São perguntas que faríamos a quem o tenha degustado em anos recentes. Pontos: 82
VINHO #13: ESPORÃO GARRAFEIRA 1990 (V.Q.P.R.D.)
Este Garrafeira foi produzido e engarrafado na Herdade do Esporão, no Alentejo, onde o solo é formado por vulcanitos e xistos. Estagiou por um ano em barricas de carvalho americano e depois aguardou mais três em garrafa, antes de ir para o mercado. Possui 12% de teor alcoólico. Sua safra é classificada como uma das quatro "excepcionais" da região, no período de 1985 a 2000 (Saul Galvão, "Guia de Tintos & Brancos", 2004).
O primeiro "choque" veio ao coloca-lo na taça e perceber a sua cor: o vermelho já havia dado lugar a uma coloração castanho, evidenciando que já atingira (ou estaria atingindo) o apogeu. Uma cor homogênea, bem diferente das que costumamos encontrar na maioria dos vinhos que bebemos, não tão envelhecidos. Despertou uma ponta de preocupação. Mas, logo em seguida, ao nariz, veio a surpresa: mesmo não dando para perceber outros aromas que não o da madeira, com um certo toque de defumado, a sensação foi bastante agradável. Sentimos, então, que estávamos ainda diante de um bom vinho, agora um "respeitável senhor".
Na boca, mostrou um bom equilíbrio e confirmou o que já se havia sentido no teste olfativo. Não era muito encorpado, mas de qualquer modo mais que os famosos vinhos da Borgonha... Restou-nos apenas uma dúvida: em que ponto da curva de envelhecimento se encontrava? Teria já atingido o ponto ideal? Ou poderia ainda envelhecer por mais um tempo? São perguntas que faríamos a quem o tenha degustado em anos recentes. Pontos: 82
julho 13, 2004
DEGUSTAÇÕES PROGRAMADAS 2004
VINHO #12: BRUNELLO DI MONTALCINO (D.O.C.G.)
COLOMBINI FATTORIA DEI BARBI 1994
O vinho programado para a degustação de n° 12 era um Nobile di Montepulciano Poliziano Asinone 1996, também da região da Toscana. Infelizmente, por motivos alheios à nossa vontade, este vinho não sera mais degustado nesta programação. Em seu lugar foi escolhido um outro Brunello di Montalcino, o que permitirá, desta forma, uma comparação com o anterior.
A família Colombini possui propriedades em Nontalcino desde 1352, e é a proprietária da Fattoria dei Barbi desde 1790. Seus vinhedos cobrem mua área de 100 ha, aproximadamente 35% de todo o estado. A exposição é leste, sudeste e o solo é composto principalmente por "galestro" (pedregoso) com pequenos componentes de lama e argila, e apenas uma pequena parte dele é formada com areias do período eóceno. A adega tem capacidade para 5.000 hl em barris de carvalho, 12.000 hl em tanques de aço inixidável. A produção anual é superior a 700.000 garrafas. Stefano Cinelli Colombini está diretamente envolvido com o gerenciamento global, desde a produção até a comercialização.
O vinho em prova vem sendo produzido desde 1892 e foi premiado diversas vezes por sua qualidade. É elaborado 100% com uvas Sangiovese e estagia por três anos em barris de carvalho, seguindo-se 12 meses em garrafa. O resultado é um vinho bastante agradáve, redondo e bem estruturado, com uma complexidade que irá durar muitos anos. Vamos aos nossos comentários.
Como o Brunello anteriormente provado, apresenta uma cor rubi profunda, brilhante, límpida. Seus aromas são igualmente equilibrados, lembrando defumados, em harmonia com a madeira. Na boca, evidenciou o bom corpo e um paladar agradável, mas com uma certa dose de acidez. Mesmo com uma razoavelmente boa evolução no copo, ainda assim a sensação final não foi tão interessante. Mas é, de fato, um bom vinho e talvez suportasse um pouco mais de envelhecimento. Como o outro, seu teor alcoólico é de 13%. Pontos: 85.
VINHO #12: BRUNELLO DI MONTALCINO (D.O.C.G.)
COLOMBINI FATTORIA DEI BARBI 1994
O vinho programado para a degustação de n° 12 era um Nobile di Montepulciano Poliziano Asinone 1996, também da região da Toscana. Infelizmente, por motivos alheios à nossa vontade, este vinho não sera mais degustado nesta programação. Em seu lugar foi escolhido um outro Brunello di Montalcino, o que permitirá, desta forma, uma comparação com o anterior.
A família Colombini possui propriedades em Nontalcino desde 1352, e é a proprietária da Fattoria dei Barbi desde 1790. Seus vinhedos cobrem mua área de 100 ha, aproximadamente 35% de todo o estado. A exposição é leste, sudeste e o solo é composto principalmente por "galestro" (pedregoso) com pequenos componentes de lama e argila, e apenas uma pequena parte dele é formada com areias do período eóceno. A adega tem capacidade para 5.000 hl em barris de carvalho, 12.000 hl em tanques de aço inixidável. A produção anual é superior a 700.000 garrafas. Stefano Cinelli Colombini está diretamente envolvido com o gerenciamento global, desde a produção até a comercialização.
O vinho em prova vem sendo produzido desde 1892 e foi premiado diversas vezes por sua qualidade. É elaborado 100% com uvas Sangiovese e estagia por três anos em barris de carvalho, seguindo-se 12 meses em garrafa. O resultado é um vinho bastante agradáve, redondo e bem estruturado, com uma complexidade que irá durar muitos anos. Vamos aos nossos comentários.
Como o Brunello anteriormente provado, apresenta uma cor rubi profunda, brilhante, límpida. Seus aromas são igualmente equilibrados, lembrando defumados, em harmonia com a madeira. Na boca, evidenciou o bom corpo e um paladar agradável, mas com uma certa dose de acidez. Mesmo com uma razoavelmente boa evolução no copo, ainda assim a sensação final não foi tão interessante. Mas é, de fato, um bom vinho e talvez suportasse um pouco mais de envelhecimento. Como o outro, seu teor alcoólico é de 13%. Pontos: 85.
DEGUSTAÇÕES PROGRAMADAS 2004
VINHO #11: BRUNELLO DI MONTALCINO (D.O.C.G.)
CAMPOGIOVANNI 1992
Em 15/02/03 publicamos uma breve nota sobre o Brunello di Montalcino, um dos mais famosos vinhos da Itália (vide em Arquivos). Breve, porque falar de Brunello requer muito espaço e, acima de tudo, bastante conhecimento. Mas hoje acrescentaremos um pouco mais, desta vez comentando, especificamente, o Campogiovanni 1992 que tivemos o prazer de degustar.
Campogiovanni, situada numa altitude entre 250 e 300 metros, estende-se por 65 ha no flanco sudoeste da Montanha Montalcino, mais exposto aos efeitos benéficos da brisa marinha. Seu clima é tipicamente Mediterrâneo, com uma precipitação média anual de 550 mm; o solo é predominantemente argiloso, com apenas 15% de areia, mas contém grandes quantidades de sais minerais, sem valor para o cultivo das vinhas.
Nestas condições de clima e solo, a uva Sangiovese (variedade Sangiovese Grosso) encontra uma de suas maiores expressões de qualidade: o gradual, porém, constante crescimento da planta, com as uvas atingindo um amadurecimento tão completo e raramente visto em outros lugares.
Desde 1984, a área de Campogiovanni pertence à Agricola San Felice, quando o território do Brunello ainda não havia alcançado os níveis de excelência e notoriedade que hoje possui. E em 1° de janeiro de 1985 foram colocadas no mercado as primeiras garrafas do Brunello di Montalcino D.O.C.G., reconhecido por decreto de 1980 como o primeiro vinho D.O.C.G. italiano.
Mas vamos ao vinho provado. Sabíamos que tinha um grande potencial de guarda, mas não como se compoprtaria depois de 12 anos de armazenamento em condições não propriamente as conhecidas. Abri-lo, portanto, gerou uma expectativa grande. Mas ele não decepcionou. Vejam:
Uma bela cor rubi profunda, homogênea, sem reflexos indesejáveis. Límpido, completamente. Aromas deliciosos, muito equilibrados, complexos, persistentes, lembrando principalmente defumados - um grande prazer em aspirar. Na boca, comprovou seu equilíbrio, com taninos já completamente amaciados e a sensação agradável de descer "redondo". Durante a degustação, evidenciou uma boa evolução no copo. Realmente, um grande vinho! Humildemente reconhecemos que talvez não tenhamos conseguido perceber todas as nuances que apresentou Pontos: 92.
VINHO #11: BRUNELLO DI MONTALCINO (D.O.C.G.)
CAMPOGIOVANNI 1992
Campogiovanni, situada numa altitude entre 250 e 300 metros, estende-se por 65 ha no flanco sudoeste da Montanha Montalcino, mais exposto aos efeitos benéficos da brisa marinha. Seu clima é tipicamente Mediterrâneo, com uma precipitação média anual de 550 mm; o solo é predominantemente argiloso, com apenas 15% de areia, mas contém grandes quantidades de sais minerais, sem valor para o cultivo das vinhas.
Nestas condições de clima e solo, a uva Sangiovese (variedade Sangiovese Grosso) encontra uma de suas maiores expressões de qualidade: o gradual, porém, constante crescimento da planta, com as uvas atingindo um amadurecimento tão completo e raramente visto em outros lugares.
Desde 1984, a área de Campogiovanni pertence à Agricola San Felice, quando o território do Brunello ainda não havia alcançado os níveis de excelência e notoriedade que hoje possui. E em 1° de janeiro de 1985 foram colocadas no mercado as primeiras garrafas do Brunello di Montalcino D.O.C.G., reconhecido por decreto de 1980 como o primeiro vinho D.O.C.G. italiano.
Mas vamos ao vinho provado. Sabíamos que tinha um grande potencial de guarda, mas não como se compoprtaria depois de 12 anos de armazenamento em condições não propriamente as conhecidas. Abri-lo, portanto, gerou uma expectativa grande. Mas ele não decepcionou. Vejam:
Uma bela cor rubi profunda, homogênea, sem reflexos indesejáveis. Límpido, completamente. Aromas deliciosos, muito equilibrados, complexos, persistentes, lembrando principalmente defumados - um grande prazer em aspirar. Na boca, comprovou seu equilíbrio, com taninos já completamente amaciados e a sensação agradável de descer "redondo". Durante a degustação, evidenciou uma boa evolução no copo. Realmente, um grande vinho! Humildemente reconhecemos que talvez não tenhamos conseguido perceber todas as nuances que apresentou Pontos: 92.
DEGUSTAÇÕES PROGRAMADAS 2004
VINHO #10: SEÑORIO DE NAVA RESERVA 1996
Este é um outro vinho da região espanhola de Ribera del Duero. Elaborado pelas Bodegas Señorio de nava, em Nava de Roa, a partir de uvas da variedade Tinta do País. Como o Pesquera, também 13% de teor alcoólico.
Cor rubi, intensa, brilhante, com tons de cereja madura. Aromas discretos, de correta intensidade, complexos, com fruta e madeira bem integradas, presença de defumados. Ao paladar mostra um corpo médio, taninos muito secos, e uma acidez um tanto agressiva. Um vinho estruturado, com amplitude, elegância e um final suficiente. Pontos: 81.
VINHO #10: SEÑORIO DE NAVA RESERVA 1996
Cor rubi, intensa, brilhante, com tons de cereja madura. Aromas discretos, de correta intensidade, complexos, com fruta e madeira bem integradas, presença de defumados. Ao paladar mostra um corpo médio, taninos muito secos, e uma acidez um tanto agressiva. Um vinho estruturado, com amplitude, elegância e um final suficiente. Pontos: 81.
DEGUSTAÇÕES PROGRAMADAS 2004
VINHO #9: PESQUERA RESERVA 1997
A Denominação de Origem Controlada Ribera del Duero qualifica uma das zonas vitivinícolas mais antigas e de maior qualidade da Espanha, rivalizando em forma, prestígio e tradição com as melhores regiões produtoras do mundo. Com 110 km de extensão por 30 km de largura, ocupa as províncias (estados) de Soria, Burgos e Valladolid, somando 11.943 ha. Sua história remonta ao século XI, quando, segundo vestígios encontrados, cuando, según vestigios encontrados, os monges da Dordem de Cister, assentados na zona norte de Castilla, já desfrutavam de vinhos de grande prestígio. Através dos séculos, esta região foi forjando sua própria identidade, até que, em 1982, com a criação da Denominação de Origem, as pequenas vinícolas acabaram por dar lugar às grandes empresas da atualidade.
A área do Alto Douri é especificamente propícia ao cultivo da vinha. O rio Douro e seus afluentes, que cruzam a zona de leste a oeste, dão um caráter invernal aos terrenos de aluvião, favorecendo os vinhedos, que se adaptam muito bem. Os solos possuem pouca matéria orgânica e são ricos em sílica e elementos calcáreos. Uma temperatura média anual de 11ºC, precipitações médias anuais de 430 a 500 l/m² e uma exposição aos raios solares de aproximadamente 2.300 horas conferem às videiras um amadurecimento preciso e seguro.
Mas falemos do vinho provado. É um tinto com 13% de teor alcoólico, elaborado pelas Bodegas Alejandro Fernandez a partir de uvas Tempranillo. Possui uma cor rubi profundo, brilhante, límpida. Aromas de defumados, com a presença equilibrada da madeira, bem como lembrando castanhas de caju assadas (Maranhão). Ao paladar, confirma o bom corpo, mostra-se muito complexo, untuoso e de excelente persistência. No ponto ideal para ser bebido! Um grande vinho! Pontos: 92.
VINHO #9: PESQUERA RESERVA 1997
A área do Alto Douri é especificamente propícia ao cultivo da vinha. O rio Douro e seus afluentes, que cruzam a zona de leste a oeste, dão um caráter invernal aos terrenos de aluvião, favorecendo os vinhedos, que se adaptam muito bem. Os solos possuem pouca matéria orgânica e são ricos em sílica e elementos calcáreos. Uma temperatura média anual de 11ºC, precipitações médias anuais de 430 a 500 l/m² e uma exposição aos raios solares de aproximadamente 2.300 horas conferem às videiras um amadurecimento preciso e seguro.
Mas falemos do vinho provado. É um tinto com 13% de teor alcoólico, elaborado pelas Bodegas Alejandro Fernandez a partir de uvas Tempranillo. Possui uma cor rubi profundo, brilhante, límpida. Aromas de defumados, com a presença equilibrada da madeira, bem como lembrando castanhas de caju assadas (Maranhão). Ao paladar, confirma o bom corpo, mostra-se muito complexo, untuoso e de excelente persistência. No ponto ideal para ser bebido! Um grande vinho! Pontos: 92.
julho 11, 2004
MUDANÇA DE ENDEREÇO
Este site mudou de endereço. É com pesar que comunicamos isto, depois de quase três anos contínuos de hospedagem no Virtue.nu. E por motivos totalmente alheios à nossa vontade. Acontece que, há mais de um mês, o site se tornou inacessível, sem qualquer aviso prévio. Pensávamos que se tratava de uma falha momentânea nos servidores do nosso "host", mas não foi assim que as coisas ocorreram. Aguardamos um bom tempo, sem qualquer tipo de comunicado. Finalmente, após uma longa espera, julgamos mais prudente mudar o site de endereço, para evitar que ele fosse cada vez mais se distanciando do interesse daqueles que o frequentavam já de forma sistemática.
Por sorte, não perdemos os arquivos de mensagens e estamos apenas acertando o arquivo de imagens, de modo que o site se restabeleça nas mesmas bases anteriores.
Continuaremos confiantes de merecer a visita dos interessados e agradecemos a compreensão.
Este site mudou de endereço. É com pesar que comunicamos isto, depois de quase três anos contínuos de hospedagem no Virtue.nu. E por motivos totalmente alheios à nossa vontade. Acontece que, há mais de um mês, o site se tornou inacessível, sem qualquer aviso prévio. Pensávamos que se tratava de uma falha momentânea nos servidores do nosso "host", mas não foi assim que as coisas ocorreram. Aguardamos um bom tempo, sem qualquer tipo de comunicado. Finalmente, após uma longa espera, julgamos mais prudente mudar o site de endereço, para evitar que ele fosse cada vez mais se distanciando do interesse daqueles que o frequentavam já de forma sistemática.
Por sorte, não perdemos os arquivos de mensagens e estamos apenas acertando o arquivo de imagens, de modo que o site se restabeleça nas mesmas bases anteriores.
Continuaremos confiantes de merecer a visita dos interessados e agradecemos a compreensão.
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